Sul
Litoral do Paraná de carro: Morretes, Antonina e Ilha do Mel
Da Serra do Mar à baía de Paranaguá, com um dia sem carro no fim
Publicado em 10 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
- Dias
- 4
- Km total
- 295 km
- Região
- Sul
Melhor época
Março a maio, quando o calor cede, a chuva de verão diminui e a Estrada da Graciosa fica menos escorregadia. Julho também funciona, com dias secos e frios e movimento baixo na Ilha do Mel.
- casal
- familia
- aventura

A viagem, dia a dia
Dia 1
Descida pela Estrada da Graciosa, a PR-410, pista estreita de mão dupla com curvas fechadas e trechos de paralelepípedo dentro da mata.
Dia 2
Antonina
20 kmTrecho plano e curto pela beira da baía, com o centro histórico e o porto velho a poucos minutos do centro de Morretes.
Dia 3
Paranaguá
45 kmRetorno à BR-277 e entrada em Paranaguá pelo eixo portuário, com fluxo constante de caminhão de carga.
Dia 4
Ilha do Mel
40 kmTrajeto até Pontal do Sul pela PR-407, onde o carro fica em estacionamento pago e a travessia segue de barco.
Volta
Ilha do MelCuritiba
110 kmSubida da serra pela BR-277, pista duplicada e bem sinalizada, com neblina frequente no alto do planalto.
O litoral do Paraná é curto e cabe inteiro em quatro dias, com pouca estrada por dia. A viagem tem duas partes bem diferentes: a descida da Serra do Mar, que é o passeio em si, e a baía de Paranaguá, onde o ritmo cai e o carro deixa de ser útil no último dia.
A decisão mais importante do roteiro é como descer a serra. Pela BR-277 você resolve o trecho em pouco mais de uma hora. Pela Estrada da Graciosa, a PR-410, você gasta o dobro do tempo, para em mirantes e atravessa a mata atlântica em pista estreita. Faça a Graciosa na ida, com o dia inteiro pela frente, e guarde a BR-277 para a volta.
Como é a estrada
A saída de Curitiba pela BR-116 até Quatro Barras é rápida. Dali a Graciosa começa como estrada de montanha clássica: mão dupla, sem acostamento, com curvas fechadas e visibilidade curta. Alguns trechos preservam o calçamento de pedra original, que fica escorregadio com chuva e com o serrapilheira que cai da mata. Há recuos e áreas de descanso ao longo do caminho, e é comum encontrar ciclista subindo em ritmo lento. Nada disso exige carro alto ou tração, só freio motor e paciência para não colar no veículo da frente.
Entre Morretes e Antonina a pista é plana, larga e sem dificuldade, contornando a baía. De Antonina até Paranaguá você volta à BR-277, que é duplicada e concentra o tráfego pesado do porto. Esse é o trecho mais movimentado da viagem, com caminhão em fila em dias de pico de safra.
A PR-407, de Paranaguá até Pontal do Sul, é reta e curta. Ela termina no ponto de embarque para a Ilha do Mel, onde o carro fica em estacionamento pago. Na volta, a BR-277 sobe a serra em pista duplicada e bem sinalizada. A neblina no alto do planalto é frequente no fim de tarde, o que pede farol baixo aceso e distância maior do carro da frente.
Dia a dia
O primeiro dia é a Graciosa. Saia de Curitiba cedo, porque a descida com paradas leva a manhã inteira, e chegue em Morretes a tempo do almoço. Morretes é uma cidade pequena de centro histórico compacto, cortada pelo rio Nhundiaquara, e é onde se come o barreado, prato típico do litoral paranaense servido em quase todos os restaurantes locais.
O segundo dia vai para Antonina, a 20 km. A cidade cresceu como porto no ciclo da erva-mate e ficou com um casario histórico bem preservado voltado para a baía. É passeio de meio período, e a outra metade do dia costuma render mais em Morretes mesmo, no acesso ao Parque Estadual do Marumbi, que fica no meio do caminho entre as duas cidades e tem trilhas de dificuldade variada.
O terceiro dia leva a Paranaguá, a cidade mais antiga do estado. O centro histórico às margens do rio Itiberê é caminhável, e é de lá que saem embarcações para as ilhas da baía. Deixe o carro parado e resolva o dia a pé.
O quarto dia é o da Ilha do Mel. Você dirige até Pontal do Sul, deixa o veículo no estacionamento e atravessa de barco. Na ilha não existe carro: os deslocamentos são a pé, pela areia ou por trilha, entre a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, o farol e as praias da face aberta. Se for bate-volta, cheque o horário do último barco antes de embarcar, porque ele muda conforme a estação.
| Trecho | Km | Tipo de pista |
|---|---|---|
| Curitiba – Morretes pela Graciosa | 80 | Asfalto estreito e paralelepípedo |
| Morretes – Antonina | 20 | Asfalto, plano |
| Antonina – Paranaguá | 45 | Asfalto, pista dupla |
| Paranaguá – Pontal do Sul | 40 | Asfalto, plano |
| Ilha do Mel – Curitiba pela BR-277 | 110 | Asfalto, pista dupla e serra |
Onde dormir
Morretes e Antonina têm pousadas pequenas e estacionamento simples, quase sempre no próprio terreno, e servem bem para as duas primeiras noites. Ficar em Morretes economiza deslocamento porque a cidade está a meio caminho entre a serra e a baía.
Paranaguá tem a maior oferta do litoral e a mais voltada a negócios, por causa do porto, o que costuma significar diária previsível e estacionamento coberto. Na Ilha do Mel a hospedagem se concentra em Nova Brasília e Encantadas, é simples e não recebe carro, então leve mochila em vez de mala de rodinha. Quem prefere dormir uma noite só na ilha pode manter a base em Paranaguá e fazer a travessia sem bagagem.
O que ajustar
Para encurtar para três dias, corte Paranaguá como pernoite e vá de Antonina direto a Pontal do Sul, mantendo a Ilha do Mel no fim. Para esticar, o acréscimo mais natural é uma noite na própria Ilha do Mel, que muda bastante a experiência: sem o barco de volta marcando a hora, dá para atravessar a ilha a pé de uma face à outra. Quem viaja no verão deve inverter a ordem das reservas e travar primeiro a hospedagem na ilha, que é a mais escassa do roteiro.
Trechos com página própria
Estes trechos do roteiro têm página com distância, pedágio e tempo de estrada calculados em detalhe.
Perguntas frequentes
Dá para levar o carro para a Ilha do Mel?
Não. A ilha não tem estrada nem carro particular. Você deixa o veículo em estacionamento pago em Pontal do Sul ou em Paranaguá e atravessa de barco, e dentro da ilha tudo se faz a pé ou de carrinho de mão.
A Estrada da Graciosa é segura para carro comum?
É, e não exige carro alto. O que ela exige é velocidade baixa: a pista é estreita, tem curvas em cotovelo e trechos antigos de paralelepípedo que ficam escorregadios com chuva ou com folhagem molhada.
Vale mais descer pela Graciosa ou pela BR-277?
Desça pela Graciosa e volte pela BR-277. A Graciosa é passeio, com paradas e mirantes, e leva cerca do dobro do tempo. A BR-277 é duplicada e resolve o retorno em pouco mais de uma hora.
Dá para combinar o carro com o trem Curitiba–Morretes?
Dá, deixando o carro em Curitiba, indo de trem e voltando de ônibus no mesmo dia. Quem quer o trem e o carro no roteiro costuma fazer o trecho ferroviário só de ida, mas isso obriga a acertar antes como o veículo volta.
Outros roteiros
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Roteiro de 635 km pela BR-277, de Curitiba a Foz do Iguaçu com parada em Ponta Grossa, e três dias para as cataratas, Itaipu e o lado argentino.
Litoral catarinense de carro em 6 dias
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