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Viagem de Carro

Metodologia

Como calculamos cada rota

Cada número que aparece numa rota do Viagem de Carro vem de uma fonte pública identificável, com data de conferência. Nada é digitado à mão a partir de memória ou de achismo: distância e tempo vêm do OpenStreetMap, as rodovias saem do próprio trajeto calculado, as praças de pedágio cruzam a ANTT com o OpenStreetMap, e o preço de combustível segue a referência da ANP. Esta página explica de onde vem cada dado, o que é o índice de complexidade e, tão importante quanto, o que o site ainda não sabe.

Hoje o site publica 838 rotas, cobrindo 175 cidades e 26 rodovias, com 2296 praças de pedágio com tarifa conhecida. Esse número muda conforme novos dados entram no pipeline. Uma rota só é publicada quando tem informação suficiente para render uma página útil, não apenas o nome de duas cidades trocado num molde.

De onde vêm a distância e a duração da viagem?

Do OpenStreetMap, através do OSRM, um motor de roteamento de código aberto que calcula o trajeto sobre a malha viária real mapeada pela comunidade. O resultado é a mesma classe de dado que outros mapas de rota usam: distância em quilômetros e duração em condição de fluxo livre, sem trânsito.

Fluxo livre não é o tempo que você vai levar de verdade. Por isso o site nunca mostra a duração crua do OSRM como resposta final: ela entra como insumo do tempo realista, explicado mais abaixo.

Como sabemos quais rodovias uma rota usa?

As rodovias não são escolhidas manualmente. Elas são extraídas dos passos do trajeto que o motor de roteamento devolve: cada segmento da rota carrega a referência oficial da via, BR-116, SP-330 e assim por diante. O site agrupa esses segmentos e identifica o corredor predominante, o trecho de serra quando existe, e a fração da rota que roda em pista duplicada.

Como as cidades no caminho são identificadas?

Cruzando a geometria da rota, o traçado real que o carro percorre, contra a localização de cada município do IBGE. Uma cidade entra na lista de "cidades no caminho" quando o trajeto passa perto o bastante dela, não quando aparece perto no mapa de forma genérica. É esse cruzamento que permite avisar, por exemplo, que a rota passa por uma cidade de apoio a meio caminho, útil para parar e comer.

De onde vêm os valores de pedágio?

De duas fontes combinadas: a ANTT, que regula as rodovias federais concedidas e publica a lista oficial de praças e, para parte delas, a tarifa vigente por categoria de veículo; e o OpenStreetMap, que cobre também rodovias estaduais fora do alcance da ANTT, mantido por voluntários que atualizam a localização e, em muitos casos, o valor cobrado.

Nem toda praça tem tarifa oficial disponível por fonte aberta. Quando isso acontece, o site mostra a praça sem o valor, em vez de estimar um número. Cada praça exibida carrega a data em que a fonte foi conferida, para você saber se está olhando um dado recente ou um que já pode ter mudado.

Como é calculado o preço do combustível?

A calculadora usa como valor inicial a média nacional de referência daANP, atualizada em julho de 2026. É um ponto de partida, não uma previsão do que você vai pagar no posto: o preço varia por região, por bandeira e por semana. Sempre que souber o preço real de onde vai abastecer, troque o valor na calculadora antes de decidir entre álcool e gasolina.

O que é o tempo realista de viagem?

É a soma de três partes: o tempo de direção em fluxo livre que o OSRM calcula, o tempo de parada que a viagem de fato exige, e o atrito de sair e entrar em cidade grande. O tempo de parada cresce com a duração da viagem: viagens curtas não pedem parada, viagens de mais de doze horas já entram na conversa de "onde dormir" em vez de "quantas paradas". O atrito urbano soma minutos quando a origem ou o destino é uma região metropolitana, porque atravessar uma capital consome tempo que o roteamento de fluxo livre não contabiliza.

O que é o índice de complexidade?

Um número de 1 a 100 que resume o quanto a rota exige de quem dirige, não a distância nem a duração isoladas. Ele soma sete fatores, cada um com um peso: duração ao volante, trechos de pista simples, trecho de serra, travessia de área urbana, risco de dirigir no escuro, estrutura de apoio espaçada entre postos, e quantidade de praças de pedágio no caminho. A rota São Paulo–Rio pela Dutra, usada como referência de calibração, fica perto de 43 em 100.

O índice não é uma nota de segurança, e o site evita esse termo de propósito. Segurança depende de coisas que uma página estática não sabe: como está o tempo naquele dia, o estado dos pneus do seu carro, se você dormiu bem antes de sair. O que medimos é estrutural, o perfil da estrada e da viagem, não uma previsão de risco. Uma rota com índice baixo ainda pode ser perigosa num dia de chuva forte; uma rota com índice alto pode ser tranquila num carro bem revisado e num motorista descansado.

O que o site ainda não sabe

O trânsito em tempo real não entra em nenhum cálculo, nem na duração nem no índice de complexidade. Os dois descrevem a rota em condição normal, não o que está acontecendo agora numa via específica. Tarifa de pedágio muda por reajuste, e a data de conferência ao lado de cada praça existe justamente para você notar quando o valor pode estar desatualizado.

Quando faltam dados sobre rodovia, cidades no caminho e pedágio para uma rota específica, ela fica fora do índice de complexidade e da lista pública. Preferimos deixar a rota de fora a atribuir um número artificial só para preencher espaço.

Se notar um número que não bate com o que você viu na estrada, o canal certo é apágina de contato. Toda correção é checada contra a fonte original antes de mudar qualquer valor publicado.