Sul
Serra catarinense de carro em 5 dias
Lages, São Joaquim e Urubici pela SC-114 e pela SC-438
Publicado em 30 de julho de 2026 · 3 min de leitura
- Dias
- 5
- Km total
- 200 km
- Região
- Sul
Melhor época
Junho a agosto para o clima frio e a chance de geada nas madrugadas, ou outubro e novembro para as cachoeiras cheias sem o movimento do inverno.
- casal
- amigos
- aventura

A viagem, dia a dia
Dia 1
Lages
0 kmBase de chegada, com o centro da cidade servindo de ponto de apoio para abastecer e revisar o carro antes da serra.
Dia 2
São Joaquim
90 kmSubida pela SC-114, a estrada mais alta do sul do país, com trechos de neblina forte mesmo fora do inverno.
Dia 3
São Joaquim
40 kmLoop até os mirantes da Pedra Furada e do Morro da Igreja, últimos quilômetros por estrada de terra e cascalho.
Dia 4
Urubici
45 kmDescida pela SC-438 em curvas fechadas, com vista aberta para o vale antes de entrar na cidade.
Dia 5
Urubici
25 kmAcesso às cachoeiras do Avencal e do Bracinho, com estacionamento simples e trecho final de terra batida.
Esse roteiro serve para quem quer frio de verdade e estrada de altitude sem sair do sul do Brasil. Cinco dias dão para conhecer Lages como porta de entrada, São Joaquim como ponto mais alto do trajeto e Urubici como fechamento em vale de cachoeiras. É viagem que rende mais no inverno, mas funciona o ano inteiro, com paisagem diferente em cada estação.
A pegada aqui é de estrada de serra com trechos de terra nas pontas — nada de pista simples e esburacada, mas também nada de rodovia duplicada. É viagem para quem não tem pressa e gosta de parar em mirante.
Como é a estrada
Lages concentra a última infraestrutura maior antes da subida, então vale sair de lá com tanque cheio. A SC-114 até São Joaquim é considerada uma das estradas mais altas do sul do país, com trechos acima de 1.400 metros e neblina que aparece mesmo fora do inverno, em qualquer hora do dia. A pista é asfaltada e sinalizada, mas estreita em alguns pontos, sem acostamento largo para ultrapassagem.
O acesso a alguns mirantes de São Joaquim, como a Pedra Furada e o Morro da Igreja, sai do asfalto e vira estrada de terra e cascalho nos últimos quilômetros, com buracos que aparecem depois de chuva forte. A descida até Urubici pela SC-438 tem curvas mais fechadas que a subida anterior, com vista aberta para o vale em vários pontos. Já o acesso às cachoeiras ao redor de Urubici varia caso a caso: algumas ficam a poucos metros do asfalto, outras exigem trecho final de terra batida.
Dia a dia
O primeiro dia em Lages serve para ajustar o carro e o corpo à altitude antes da subida — a cidade fica bem mais baixa que São Joaquim e Urubici, então a diferença de temperatura já começa a aparecer na estrada. A subida pela SC-114 é o trecho mais lento do roteiro em termos de velocidade média, não pela distância, mas pela neblina e pelas curvas.
Em São Joaquim, separar um dia inteiro para os mirantes evita correr contra o horário de fechamento dos parques e ainda dá folga para esperar a neblina abrir, o que acontece e desaparece em questão de minutos na altitude da região. A cidade também funciona como parada de compra de frutas de clima frio, produzidas nas propriedades ao redor, e concentra o comércio mais completo entre as três paradas do roteiro.
A descida até Urubici muda o tom do roteiro: menos altitude, mais cachoeira. Vale reservar o último dia cheio para o acesso às quedas d’água mais conhecidas da região, já que o trecho final costuma ser de terra e o tempo de caminhada até os mirantes varia de uma cachoeira para outra.
| Trecho | Km | Tipo de pista |
|---|---|---|
| Lages – São Joaquim | 90 | Asfalto, altitude |
| Loop mirantes São Joaquim | 40 | Asfalto e terra |
| São Joaquim – Urubici | 45 | Asfalto, serra |
| Loop cachoeiras Urubici | 25 | Terra em trechos |
Onde dormir
Lages funciona só como pouso de chegada, sem motivo para ficar mais de uma noite, já que a cidade em si não é o destino do roteiro. Em São Joaquim vale ficar dentro do perímetro urbano, porque a maior parte da hospedagem próxima aos mirantes fica em estrada de terra que complica a saída em dia de chuva ou geada forte.
Urubici concentra hospedagem mais espalhada, com opções tanto no centro quanto perto das cachoeiras. Ficar perto do centro facilita achar mercado e posto de combustível; ficar mais próximo das cachoeiras reduz o trecho de terra percorrido todos os dias, mas em compensação afasta um pouco do comércio da cidade. Nas duas cidades, vale confirmar aquecimento no quarto antes de fechar a reserva, porque as madrugadas de inverno chegam perto de zero grau.
O que ajustar
Para reduzir a 3 dias, escolha entre São Joaquim ou Urubici como destino único e use Lages só como passagem, sem pernoite. Para esticar além de 5 dias, o ajuste natural é somar uma parada em Bom Jardim da Serra, na descida da Serra do Rio do Rastro, que fica a pouco mais de uma hora de Urubici e amplia o roteiro sem repetir paisagem.
Trechos com página própria
Estes trechos do roteiro têm página com distância, pedágio e tempo de estrada calculados em detalhe.
Perguntas frequentes
Nevasca fecha a estrada da serra catarinense no inverno?
Não costuma fechar por completo, mas neve ou gelo na pista levam a bloqueios pontuais em trechos altos da SC-114, geralmente por poucas horas.
Precisa de carro 4x4 para Urubici e São Joaquim?
Não para chegar às cidades, que têm acesso asfaltado. Para algumas cachoeiras e mirantes mais afastados, o trecho final de terra fica melhor com carro de maior altura em dia de chuva.
Dá para visitar a serra catarinense em um fim de semana?
Dá, concentrando em Urubici ou em São Joaquim isoladamente. Fazer as duas cidades em profundidade pede pelo menos 4 dias.
Qual cidade serve de base melhor, São Joaquim ou Urubici?
Depende do que você quer priorizar. São Joaquim fica mais perto dos mirantes de altitude, Urubici concentra mais cachoeiras de acesso relativamente curto.
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