Pular para o conteúdo
Viagem de Carro

Sul

Caminho do vinho: Bento Gonçalves e o Vale dos Vinhedos

Quatro dias entre parreiras, com pouca estrada e muita parada

Publicado em 10 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Dias
4
Km total
275 km
Região
Sul

Melhor época

Fevereiro e março, durante a vindima, quando as vinícolas abrem a colheita à visitação. Quem prefere estrada vazia e diária mais barata acha melhor equilíbrio em setembro e outubro, antes do movimento de fim de ano.

  • casal
  • gastronomico
  • amigos
Caminho do vinho: Bento Gonçalves e o Vale dos Vinhedos

A viagem, dia a dia

  1. Dia 1

    Subida pela BR-116 até o entroncamento com a RS-470, com tráfego pesado de caminhão na saída da região metropolitana.

  2. Dia 2

    Loop pela RS-444 e pelas estradas internas do Vale dos Vinhedos, pista estreita, sem acostamento e com ciclista em boa parte do traçado.

  3. Dia 3

    Garibaldi

    45 km

    Trecho curto pela RS-470 até Garibaldi, com desvio pelos Caminhos de Pedra, no distrito de São Pedro, em estrada rural.

  4. Dia 4

    Nova Petrópolis

    70 km

    Saída por Caxias do Sul e entrada na RS-235, que desce em curvas abertas até a região de colonização alemã.

Este roteiro concentra em quatro dias o eixo do vinho da Serra Gaúcha e deixa Gramado e Canela de fora. Se você já conhece a parte mais turística da serra, ou simplesmente não quer dividir a viagem entre duas coisas diferentes, faz sentido ficar entre Bento Gonçalves, Garibaldi e o Vale dos Vinhedos, onde as vinícolas ficam a minutos umas das outras.

A quilometragem baixa é o ponto do roteiro, não um defeito dele. O maior deslocamento é a subida de Porto Alegre, no primeiro dia. Depois disso, quase nenhuma etapa passa de meia hora ao volante, o que muda o planejamento de forma bem prática: quem pretende provar vinho em três ou quatro paradas precisa decidir antes quem dirige, porque as estradas do vale são estreitas e a fiscalização na região funciona.

Como é a estrada

A BR-116 sai de Porto Alegre em pista dupla e concentra todo o tráfego pesado do trajeto, sobretudo entre Novo Hamburgo e Caxias do Sul. É o trecho mais chato da viagem e o único em que você divide a pista com caminhão em subida longa. Na altura de Carlos Barbosa você pega a RS-470, que vira o eixo do roteiro inteiro: liga Garibaldi a Bento Gonçalves e segue serra adentro. Quem tem tempo pode trocar a BR-116 pela RS-122, que sobe pelo vale do Caí passando por cidades pequenas. É mais lenta e tem mais curva, mas o movimento de caminhão cai bastante.

Dentro do Vale dos Vinhedos, a referência é a RS-444. Ela é asfaltada e bem sinalizada, só que estreita, com curvas em subida e sem acostamento em quase toda a extensão. Há ciclista em grupo praticamente todos os dias, e ônibus de excursão manobrando na entrada das vinícolas. Nada disso é difícil, mas pede velocidade baixa e paciência para ultrapassar.

O último dia troca de paisagem. Saindo de Garibaldi você passa por Caxias do Sul e entra na RS-235, que é a estrada da Rota Romântica. As curvas ficam mais abertas, o relevo desce e as parreiras dão lugar a hortênsias e casas de enxaimel na chegada a Nova Petrópolis. Neblina de manhã cedo é comum nessa faixa da serra em qualquer época do ano.

Dia a dia

O primeiro dia é praticamente só estrada. Saindo de Porto Alegre pela manhã, você chega a Bento Gonçalves a tempo de caminhar pelo centro e reconhecer o terreno antes de começar as visitas.

O segundo dia é o coração do roteiro. O Vale dos Vinhedos é um distrito rural de Bento Gonçalves que se estende até Garibaldi e Monte Belo do Sul, e foi a primeira denominação de origem do vinho brasileiro. Cabem três vinícolas em um dia se você fizer a visita guiada completa em cada uma, quatro se algumas paradas forem só de loja e degustação rápida. Comece pelas mais distantes e volte fechando o círculo em direção à cidade, para deixar o trecho noturno de estrada estreita o mais curto possível.

O terceiro dia sai do vale e vai para Garibaldi, que fica a 20 km e é conhecida pela produção de espumante. O desvio que vale no meio do caminho é o distrito de São Pedro, onde ficam as casas de pedra dos primeiros imigrantes italianos, em estrada rural de baixa velocidade. Bento Gonçalves e Garibaldi também estão ligadas pela linha de maria-fumaça que segue até Carlos Barbosa, um passeio que ocupa meio período e dispensa o carro.

O quarto dia fecha a viagem descendo para Nova Petrópolis, que já é colonização alemã e serve de saída natural rumo a Porto Alegre ou a Gramado, dependendo de como você continua o percurso.

Trecho Km Tipo de pista
Porto Alegre – Bento Gonçalves 125 Asfalto, pista dupla e serra
Loop Vale dos Vinhedos 35 Asfalto estreito e acessos de terra
Bento Gonçalves – Garibaldi 45 Asfalto e estrada rural
Garibaldi – Nova Petrópolis 70 Asfalto, serra

Onde dormir

Bento Gonçalves é a base mais prática para as três primeiras noites. A cidade tem a maior oferta de hospedagem da região, fica a dez minutos da entrada do vale e resolve o problema do jantar sem precisar dirigir de novo à noite. Dormir dentro do Vale dos Vinhedos é mais bonito e mais caro, e obriga a percorrer a RS-444 no escuro toda vez que você sair para comer fora.

Garibaldi funciona bem como alternativa para quem quer diária mais barata mantendo a mesma distância das vinícolas. Em Nova Petrópolis a hospedagem se concentra ao longo da RS-235 e nas ruas do centro, com estacionamento próprio na maioria dos casos, o que não é regra em Bento Gonçalves.

O que ajustar

Para encurtar para três dias, corte Nova Petrópolis e volte de Garibaldi direto para Porto Alegre, mantendo o dia inteiro do vale intacto. Para esticar, o encaixe mais direto é somar duas noites em Gramado depois de Nova Petrópolis, já que as duas ficam na mesma RS-235, a menos de 40 km uma da outra. Quem viaja na vindima deve inverter a lógica da reserva: primeiro trave as visitas às vinícolas, depois escolha o hotel, porque em fevereiro a agenda das propriedades menores fecha antes da rede hoteleira.

Trechos com página própria

Estes trechos do roteiro têm página com distância, pedágio e tempo de estrada calculados em detalhe.

Perguntas frequentes

Dá para visitar o Vale dos Vinhedos sem carro?

Dá, com transfer contratado ou passeio guiado saindo de Bento Gonçalves, e essa é a saída para quem vai provar vinho em todas as paradas. De carro próprio, o grupo precisa combinar antes quem fica sem beber.

Quantas vinícolas cabem em um dia?

Três, se você quiser fazer a visita guiada completa em cada uma. As visitas costumam levar de uma hora a uma hora e meia, e o deslocamento entre vinícolas do vale raramente passa de dez minutos.

As estradas do Vale dos Vinhedos são de terra?

A RS-444, que é o eixo principal, é asfaltada. Alguns acessos internos entre propriedades são de chão batido, curtos e sem exigir carro alto em dia seco.

Precisa reservar visita nas vinícolas?

Nas maiores, o roteiro guiado sai em horários fixos e costuma ter vaga. Nas vinícolas familiares menores a visita só acontece com agendamento, e na vindima a agenda fecha com semanas de antecedência.

Outros roteiros