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Viagem de Carro

Centro-Oeste

Chapada dos Guimarães e Nobres de carro

Os paredões da chapada e as águas transparentes de Nobres, em cinco dias

Publicado em 11 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Dias
5
Km total
420 km
Região
Centro-Oeste

Melhor época

Maio a setembro, na seca do Centro-Oeste. É quando as estradas de terra de Nobres estão firmes e a água dos rios fica no ponto mais transparente. Na chuva, entre novembro e março, a visibilidade da flutuação cai e alguns acessos ficam ruins.

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Chapada dos Guimarães e Nobres de carro

A viagem, dia a dia

  1. Dia 1

    CuiabáChapada dos Guimarães

    65 km

    Subida pela MT-251, que ganha altitude em poucos quilômetros de curvas e é o único trecho de serra do roteiro.

  2. Dia 2

    Chapada dos Guimarães

    85 km

    Circuito pelo Véu de Noiva, pela Cidade de Pedra e pelos mirantes, com acessos de terra nos pontos mais afastados.

  3. Dia 3

    Nobres

    205 km

    Descida da chapada e trecho pela BR-364 no sentido norte, em pista simples com fluxo pesado de carga.

  4. Dias 4 e 5

    Nobres

    65 km

    Deslocamentos até a região de Bom Jardim, quase todos por estradas de terra que exigem velocidade baixa.

Esse roteiro junta dois destinos que dividem o mesmo aeroporto e quase nada mais. A Chapada dos Guimarães é planalto, com paredões de arenito, cachoeiras e mirantes, e fica a apenas 65 km de Cuiabá. Nobres é a região das nascentes de água transparente, a cerca de 145 km da capital no sentido oposto, e o que se faz ali é flutuação em rio.

Cinco dias dão conta dos dois com folga. A quilometragem total é modesta, 420 km, mas ela engana: boa parte do deslocamento em Nobres é em estrada de terra, e ali 20 km custam bem mais tempo que os mesmos 20 km de asfalto.

Como é a estrada

A MT-251 liga Cuiabá à Chapada dos Guimarães e é o único trecho de serra do roteiro. São 65 km em que você sai dos arredores de 200 metros de altitude para pouco mais de 800, com a subida concentrada em poucos quilômetros de curvas. Pista simples, asfaltada, bem sinalizada, com mirantes na borda. Não é difícil, mas tem tráfego local nos fins de semana e neblina ocasional no começo da manhã.

Dentro do município, os acessos se dividem. O mirante do Véu de Noiva fica na própria MT-251 e é asfaltado até a entrada. Já os pontos mais afastados, como a Cidade de Pedra e algumas cachoeiras do lado norte, ficam no fim de estradas de terra de vários quilômetros, com trechos de areia solta e erosão. Carro comum passa em dia seco, com velocidade baixa.

O trecho até Nobres desce a chapada, contorna Cuiabá e sobe pela BR-364 no sentido norte. São cerca de 205 km, quase todos em pista simples, com movimento pesado de caminhão. É a parte mais monótona do roteiro e a que mais exige atenção nas ultrapassagens.

Chegando em Nobres, o asfalto acaba pouco depois da cidade. Os balneários e as nascentes ficam em propriedades rurais ligadas por estradas de terra, algumas longas, com poeira densa na seca. Reduza a velocidade ao cruzar com outro veículo, porque a poeira levantada zera a visibilidade por alguns segundos.

Dia a dia

O primeiro dia é curto. Sessenta e cinco quilômetros de Cuiabá até a cidade da Chapada dos Guimarães levam pouco mais de uma hora, então dá para pegar o carro depois do almoço e ainda ter a tarde livre. O mirante do Véu de Noiva fica no caminho, antes da cidade.

O segundo dia é o de circuito. Os pontos da chapada ficam espalhados em direções diferentes a partir da cidade, e por isso um dia inteiro rende cerca de 85 km de deslocamento sem que você vá longe. A Cidade de Pedra fica no fim de um acesso de terra e costuma render melhor no fim da tarde, quando a luz bate de frente nos paredões.

O terceiro dia é o deslocamento para Nobres. São três horas de estrada contando as paradas. Vale sair depois do café e chegar no começo da tarde, para ter tempo de acertar os passeios do dia seguinte, que quase sempre precisam ser agendados com antecedência e têm horário marcado.

Os dois últimos dias ficam na região de Bom Jardim, distrito onde se concentram os pontos de flutuação e os balneários. Os deslocamentos são curtos em quilometragem e longos em tempo, por causa da terra. Saia cedo.

Trecho Km Tipo de pista
Cuiabá – Chapada dos Guimarães 65 Asfalto, serra
Loop Chapada 85 Asfalto e terra
Chapada – Nobres 205 Asfalto, pista simples
Loop Bom Jardim 65 Terra

Onde dormir

Na Chapada dos Guimarães a hospedagem se divide entre a cidade, que é pequena e resolve alimentação a pé, e as propriedades rurais no entorno, com acesso de terra e mais silêncio. A cidade é a escolha mais prática para quem vai sair todo dia para pontos diferentes.

Em Nobres a decisão é entre ficar na sede do município ou na região de Bom Jardim, a cerca de 45 km, onde estão os atrativos. Bom Jardim reduz muito o deslocamento diário em estrada de terra, o que é a maior economia de tempo do roteiro. Em compensação, tem menos opções de refeição e serviços. Nobres cidade é a alternativa de quem prefere estrutura e não se importa em rodar mais.

Cuiabá funciona como base só para a primeira noite, se o voo chegar tarde. Para o resto do roteiro, dormir na capital significa refazer o mesmo trecho todos os dias.

O que ajustar

Para reduzir a 3 dias, escolha um dos dois. A Chapada dos Guimarães sozinha se resolve em duas noites e cerca de 220 km ida e volta a partir de Cuiabá, com todos os acessos principais em asfalto.

Para esticar, o encaixe evidente é o Pantanal. Poconé fica a cerca de 100 km de Cuiabá e marca o início da Transpantaneira, que é de terra em toda a extensão e pede pelo menos três dias. Fazendo chapada, Nobres e Pantanal na sequência, o roteiro passa de 700 km e chega perto de nove dias, com a parte final quase toda fora do asfalto.

Trechos com página própria

Estes trechos do roteiro têm página com distância, pedágio e tempo de estrada calculados em detalhe.

Perguntas frequentes

Precisa de 4x4 na Chapada dos Guimarães?

Não para os acessos principais, que são asfaltados, incluindo a MT-251 e o mirante do Véu de Noiva. Os pontos mais afastados, como a Cidade de Pedra, ficam no fim de estradas de terra que carro comum percorre em dia seco, devagar.

Dá para ficar em Cuiabá e fazer os dois passeios de bate-volta?

Para a Chapada dos Guimarães dá, porque são 65 km. Para Nobres não compensa. São cerca de 145 km só de ida a partir de Cuiabá, e os passeios de flutuação começam cedo, o que faria você sair de madrugada.

Como são as estradas de acesso aos passeios de Nobres?

A cidade é servida por asfalto, mas os balneários e as nascentes ficam em propriedades rurais ligadas por estradas de terra, algumas com dezenas de quilômetros. São transitáveis com carro comum na seca, e ficam bem piores depois de chuva forte.

Dá para juntar esse roteiro com o Pantanal?

Dá. A Transpantaneira começa em Poconé, a cerca de 100 km de Cuiabá no sentido sul, então a base logística é a mesma. O encaixe mais simples é fazer chapada e Nobres primeiro e depois descer para o Pantanal, acrescentando pelo menos três dias.

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